Registro da memória arquitetônica-religiosa na antiga Colônia Conde D’ Eu
Este livro nasce com o objetivo de registrar as edificações, marcas da fé dos imigrantes, da colônia Conde D’Eu, atualmente Município de Garibaldi e parte de Carlos Barbosa, Imigrante, Boa Vista do Sul, Coronel Pilar e Santa Tereza.
O período pesquisado inicia em 1875, data oficial da chegada dos primeiros imigrantes italianos, e finda em 1959, ano em que ocorre a emancipação de Carlos Barbosa, alterando o território geográfico da Colônia Conde D’Eu.
O projeto toma como foco as igrejas, capelas, capitéis e grutas, tendo como orientação o mapa geográfico da Colônia Conde D’Eu. As principais fontes de pesquisa documental foram os livros Tombo das Paróquias de Garibaldi, Coronel Pilar e Daltro Filho (Imigrante). As informações constantes foram transcritas conforme registro nos referidos livros.
O trabalho se norteou no sentido de valorizar, registrar e fotografar as edificações que, de alguma forma, mostram a sequência evolutiva e natural da nossa própria história. Preces e devoções, concretizadas em edificações, quase perdidas pelo tempo, porém que mostram a força espiritual dos nossos antepassados, que apesar da sua pobreza, construíram igrejas, capelas, capitéis e grutas, sem recursos públicos, apenas com o suor de seu trabalho.
Conforme registros feitos por Dom José Barea, no dia 21 de março de 1876, improvisando-se um altar com os caixotes e baús dos imigrantes, em meio à estrada, Dom Bartholomeu Tiecher celebrou a primeira missa na Colônia Conde D’ Eu e, no dia 22 prosseguiu para a Linha Figueira de Mello, também conhecida como “sessenta”, em referência ao lote 60 da referida Linha, onde no dia 23 foi celebrada missa, ao ar livre, diante de um altar improvisado.
A Capela, sem dúvida, foi o local central e, ainda hoje, é para muitos o ponto de encontro das famílias. A organização da comunidade, da educação, da política, da discussão, da solução dos problemas, do lazer, enfim, do cotidiano das pessoas, tem sua base na Capela. Ela foi o ensaio, a escola para o desenvolvimento e o progresso da comunidade e, por consequência, o embrião do Município.
Os Capitéis e Grutas são os testemunho das vivências das pessoas comuns, que através de um ato concreto, quiseram deixar a edificação como marca para as futuras gerações. Neste caso, o que prevalece é a história oral, passada de geração em geração.
Aprendemos que, conhecendo o nosso passado, podemos construir o futuro e preservar nossa identidade. É necessário respeitar e preservar os valores que nos foram transmitidos, ao mesmo tempo em que pensamos que essa contribuição possa abrir portas para pesquisas, incentivando os processos de preservação e restauro.
Desejamos, também, que o livro seja uma oportunidade de conscientização do valor histórico, artístico e cultural dessas edificações. E assim, de manuscritos, registros, personagens e também de muitas histórias menores, fragmentos, vivências domésticas e pessoais, do rosário de preces e da evocação dos santos, muitas vezes emocionantes ou dramáticos, divinos ou humanos, mas, sobretudo, de fé e esperança, apresentamos uma história, que poderia ser individual, mas que agora é de todos.
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